É noite em Jerusalém.
O vento sopra frio pelos becos.
As moedas pesam no bolso.
Mas não tanto quanto a culpa pesa no peito.
Judas caminha sozinho.
A rua está vazia…
Mas dentro dele, uma guerra grita.
Ele se lembra do olhar de Jesus.
Do pão molhado no vinho.
Da palavra que cortou como espada:
“O que você tem que fazer, faça logo.”
Ele achou que sabia o que estava fazendo.
Achou que estava no controle.
Achou que podia forçar o Messias a agir.
Mas agora…
tudo parece errado.
Jesus foi preso.
Não reagiu.
Não lutou.
Aceitou ser levado como um cordeiro.
E Judas percebe.
Ele não traiu um profeta.
Ele não vendeu um mestre.
Ele entregou o Filho de Deus.
“Vi pecado nos outros…
mas era em mim que o mal crescia.”
Ele corre até os sacerdotes.
Joga as moedas no chão.
“Pequei, traí sangue inocente!”
Mas eles apenas dizem:
“Isso é problema seu.”
Judas sai.
Sozinho.
Envergonhado.
Destruído.
Ele olha para as mãos.
Ainda estão limpas de sangue.
Mas a alma…
está coberta de trevas.
Ele sobe numa colina.
A mesma onde tantas vezes viu Jesus orar.
Mas dessa vez,
não há esperança.
Não há arrependimento que leve à cruz.
Só remorso que afunda em desespero.
“Melhor seria que esse homem não tivesse nascido.” — Marcos 14:21
Mas… e se Judas não tivesse feito o que fez?
E se ninguém tivesse entregado o Cordeiro?
A cruz não teria vindo naquela noite.
O sangue não teria sido derramado naquela manhã.
A redenção não teria sido selada naquele Gólgota.
Judas foi necessário.
Não porque era bom.
Mas porque Deus redime até o mal, para cumprir Seus planos.
“Tudo coopera para o bem dos que amam a Deus…” — Romanos 8:28
Até a traição.
Até o beijo.
Judas morreu como traidor…
mas Deus usou seu erro para trazer o Salvador.
Porque quando Deus escreve a história,
até as falhas viram ponte para a salvação.
E a maior dor da humanidade…
foi o começo da nossa cura.
Já percebeu que sem a Palavra sua vida sempre trava nos mesmos problemas?
É por isso que falta força, paz e direção espiritual.